Telemedicina no Brasil

Telemedicina no Brasil

Confira os principais acontecimentos relacionados ao surgimento e expansão da Telemedicina no Brasil:

1985 – Surge a Disciplina de Informática Médica da Faculdade de Medicina da USP.
De 1994 a 2000, as iniciativas foram isoladas, sem coordenação. Não havia interesse do governo. Não havia a percepção da revolução digital. Neste período (2000) houve preocupação com redes e salas de teleconferência. Iniciou-se a teleducação na área médica e de saúde pública, as teleconferências médicas com o exterior, em geral para pacientes da rede privada, a teleletrocardiografia, por fax e depois pela Internet em setores públicos e privados. Minas Gerais, Pernambuco, Santa Catarina e São Paulo foram os primeiros estados brasileiros a se engajarem com telemedicina.

1994 – Uma empresa privada começou a fazer diagnósticos de eletrocardiografia por fax.

1995 – O InCor do Hospital das Clínicas também começou a fazer diagnósticos de eletrocardiografia por fax.
A partir de 1995, ocorreram teleconferências e telediagnósticos.
A Rede Sarah de Hospitais interligou as suas unidades do Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Maranhão, para fins de telediagnóstico e teleconferência.
Nas Universidades, a Telemedicina e a Telessaúde começaram um pouco depois. Na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a Disciplina de Telemedicina foi inaugurada em 1997.

1997 – O CNPq inventou a Rede Municipal de Alta Velocidade para estimular as universidades a desenvolverem comunicações. No caso das universidades da área da saúde, para o desenvolvimento de Telemedicina e Telessaúde. Várias universidades assinaram contrato em 1998 e 1999 para iniciarem suas atividades.

1999 – O Hospital Sírio Libanês começou a fazer teleconferência com o exterior para resolver casos complicados.

1999 – A UNIFESP inaugurou o seu Departamento de Informática e Telemedicina e participou de forma vigorosa no desenvolvimento da Telemedicina nacionalmente.

• De 2000 a 2003 cresceu o interesse pela Telessaúde. Surgiram redes e salas de teleconferência em toda a parte, porém sem tráfego expressivo (apenas nove estados). Houve iniciativas isoladas de teleducação nas áreas médica e de saúde pública, como a telepatologia. A FMUSP transmitiu on-line autópsias para várias faculdades do país.

• A Telemedicina não prosperou nos setores privados por falta de regulamentação do reembolso pelos serviços prestados.

2001 – ITMS (empresa Suíça com filial em Minas Gerais) se dedicou ao diagnóstico de cardiopatias, lendo eletrocardiogramas de qualquer município brasileiro que quisesse enviar o exame para Uberlândia (MG).

• O Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde foi fundado em 2002.

• De 2003 a 2013, surgiram redes e salas de teleconferência em todas as partes do país. A Teleducação existia na maioria dos estados, não como disciplina. Eram frequentes as teleconferências médicas dentro e fora do país. Cresceu a teleassistência em todo o Brasil, porém não atendeu as necessidades do país.

• Em 2005, o Brasil foi sede do 10º Congresso da Internacional Society for Telemedicine and Health e, na mesma ocasião, foi realizado o 2º Congresso do Conselho Brasileiro de Telemedicina e Telessaúde. O CNPq lançou o programa “Institutos do Milênio”. O Governo mostrou interesse pela Telemedicina e Telessaúde, formou comitês, em Brasília, dos Ministérios da Saúde, da Educação e das Comunicações, criou a RUTE (Rede Universitária de Telemedicina), liberou recursos e estimulou o crescimento da Telemedicina e Telessaúde.

• A RUTE iniciou-se em 2006. Havia 78 núcleos em operação e a estimativa de que mais 80 entrariam em operação até o final de 2013.

Este texto é baseado na aula do Professor Emérito György Miklós Böhm, da Faculdade de Medicina da USP, gravada em 2013, para o curso de Pós-Graduação em Telemedicina.