Telemedicina

Confira a experiência de uma aluna do terceiro ano da Faculdade de Medicina da USP

“O uso de estruturas anatômicas impressas em 3D tem um grande impacto no processo de aprendizado dos estudantes de medicina.” A afirmação é da graduanda Daniela Rodrigues da Silva, do 3º ano da Faculdade de Medicina da USP. Daniela falou sobre sua experiência e impressões com a utilização dessas estruturas, baseadas em imagens do Projeto Homem Virtual. A iniciativa de empregar esse método de ensino é da Disciplina de Telemedicina do Departamento de Patologia da FMUSP. Acompanhe a entrevista:

Como as estruturas anatômicas impressas em 3D lhe ajudaram em seus estudos?

Daniela: As impressões 3D contribuíram muito com o meu aprendizado na disciplina MCG 0318 – Topografia Estrutural Humana. Pude ter uma noção tridimensional de estruturas anatômicas e visualizar muitas sintopias (ou seja, a posição do órgão em relação aos órgãos vizinhos), melhorando significativamente minha compreensão acerca dos conteúdos expostos.

– Você poderia comparar aulas em que foram usadas as peças com aulas somente teóricas?

Daniela: Vejo as peças 3D como potenciais ferramentas de aprendizagem que complementam o ensino teórico e prático da anatomia humana. Durante algumas aulas da disciplina supracitada, não conseguíamos frequentar os laboratórios de anatomia da FMUSP devido a fatores como a alta exigência de preparo das peças anatômicas humanas, o dispêndio de tempo para nos locomovermos, além de questões como a necessidade de conservação das peças e os incômodos/riscos da exposição dos alunos aos conservantes químicos usados. O uso das impressões 3D, nesse sentido, contribuiu para suprir uma necessidade de poder enxergar e segurar em mãos, durante meu estudo de casa, aquele “conteúdo teórico” de aula pouco praticado.

– Você acha importante existir um acervo dessas peças 3D na FMUSP?

Daniela: Com certeza! Somos ensinados, durante a graduação, que todo ser humano é singular e que, portanto, deve ter respeitado o seu modo de lidar com diversas questões. Todavia, percebo que, enquanto estudantes da FMUSP, somos submetidos a um processo fixo e um tanto restritivo de ensino, o qual envolve majoritariamente livros e exposições teóricas em detrimento de outras metodologias. As peças 3D, dessa forma, têm um importante papel, por contemplarem múltiplas formas de aprendizagem inerentes a cada estudante. Costumo dizer que as impressões 3D são como um “atlas de anatomia humana que salta aos nossos olhos” e penso sinceramente que teriam um grande impacto no processo de aprendizado dos estudantes de medicina.